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Archive / FAA Aeromedical Safety Brochures / FAA Aeromedical Safety: Obstructive Sleep Apnea — Portuguese

Obstructive Sleep Apnea — Portuguese

Obstructive Sleep Apnea — Portuguese

FAA Aeromedical Translation

Resultado Final

Se sentir um ou mais sintomas de apneia

obstrutiva do sono, é recomendável consultar

um médico, pois o tratamento para AOS é

eficaz para diminuir a fadiga e aumentar a

segurança na aviação.

E o seu atestado médico? Se sua AOS for

tratada, você poderá manter seu certificado

médico de aviador e continuar a desfrutar de

sua carreira na aviação.

No entanto, voar com AOS não tratada constitui

um risco desnecessário e pode tornar-se um

problema de segurança de voo.

Apneia

Obstrutiva do

Sono (AOS)

Pressão Positivas nas Vias Aéreas (CPAP)

• Pr ovavelmente o tratamento não cirúrgico

mais eficaz quando r espeitado a utiliza

ção de no mínimo 6 horas por dia durante

os períodos de sono

• Pr essão na entrada de ar para manter os

tecidos da viaaér ea

abertos durante

o sono

• Diminui o período

de sonolência

diur na

• Melhora da

cognição

Métodos Cirúrgicos

Estas podem ser cirurgias muito significativas

que nem sempre têm sucesso e podem levar

a efeitos colaterais. Eles devem ser usados

somente após os métodos não cirúrgicos terem

falhado.

• Cirur gia das vias aéreas nasais: corrige o

inchaço dos cor netos, desvio septal e

pólipos nasais

• Implantes no palato: endur ecem o palato

para evitar o colapso

• Uvulo-palatofaringoplastia: Pr evine o

colapso do palato, amígdalas e faringe.

• Cirur gia de redução da língua: diminui o

tamanho da base da língua

• A vanço do genioglosso: Puxa o língua para

fr ente para ampliar as vias aéreas

• A vanço Maxilo-mandibular (MMA), Move o

maxilar superior (maxila) e inferior

mandíbula (mandíbula) para fr ente

Tratamento da Apneia

Obstrutiva do Sono

Uma vez reconhecida e identificada, a AOS

é altamente tratável, seja com cirurgia ou

abordagens não cirúrgicas. Obviamente, os

métodos não cirúrgicos devem ser tentados

primeiro.

Mudanças comportamentais

• Mudar posição para dormir (pr ocurar

dormir de lado ou de bruços)

• Mudar o ambiente em que dorme

(tipo de colchão, temperatura e luminosi

dade do ambiente, etc...)

• Mudar hábitos de vida e per da de peso

que auxilia em até 10% na melhora da

AOS, e diminui o Índice Apneia-Hipop

neia em 25%

Aparelhos dentários

Dentistas especializados em medicina do sono

(American Academy of Dental Sleep Medicine)

são treinados no uso de aparelhos orais para o

tratamento da apneia obstrutiva do sono e do

ronco.

Aparelhos orais e mandibulares são altamente

eficazes para os casos leves a moderado de

AOS para a melhora do ronco.

The FAA’s medical certification guidance is based upon recom-

mendations and criteria established by the American Academy of

Sleep Medicine (AASM) ( http://www.aasmnet.org/).

OK-24-1154

Visão geral para o

Comunidade aeroespacial

“Este folheto foi traduzido do inglês para o português pelos

Residentes do Programa de Medicina Aeroespacial do

Instituto Prevent Senior em São Paulo, Brasil, com base

nos Folhetos de Segurança Aeromédica produzidos pelo

Instituto Médico Aeroespacial Civil da FAA e postados em

https://www.faa.gov/pilots/safety/pilotsafetybrochures “

Provided by

Aerospace Medical Education Division, AAM-400

To obtain copies of this brochure online:

https://www.faa.gov/pilots/safety/

pilotsafetybrochures/

or contact:

Federal Aviation Administration

Civil Aerospace Medical Institute

AAM-400

P.O. Box 25082

Oklahoma City, OK 73125

(405) 954-4831

Complicações de

Apneia do Sono

Perda de

memória Hipertensão

pulmonar Derrame

Dor de cabeça

Coração

Atacar

Arritmia

Diabetes

Fadiga

Sonolência

HipertensãoObesidade

Um problema potencial

durante o voo?

As implicações para os pilotos e tripulantes

são significativas. Foi sugerido que pessoas

com AOS leve a moderada podem apresentar

degradação de desempenho equivalente a níveis

de álcool no sangue de 0,06 a 0,08%, que é

a medida de intoxicação legal na maioria dos

estados.

A maioria dos pilotos não voa embriagado, mas

a privação de sono da AOS pode estar causando

efeitos equivalentes! Para agravar ainda mais o

problema estão as mudanças de fuso horário e o

consumo de álcool após o voo, que podem inibir

a vigília.

O NTSB relatou um aumento de seis vezes no

risco de acidentes aéreos para pilotos com

Doença Obstrutiva do Sono.

Normalmente, quando você para de respirar

durante o sono, o cérebro envia automatica-

mente um chamado para acordar após cerca de

10 segundos, e você acorda com falta de ar.

Múltiplas mudanças de fuso horário e consumo

de álcool inibem os mecanismos de despertar e

podem resultar em privação de oxigênio por 30

segundos ou mais . Quando se soma a falta de

oxigênio resultante de muitas ocorrências por

noite, juntamente com os despertares subse-

quentes, o efeito é uma fadiga significativa.

Reconhecendo a Doença Obstrutiva do Sono

Normalmente, uma pessoa que sofre de AOS

não tem conhecimento da doença.

A única maneira de ser detectada objetivamente

é através de várias formas de estudos do sono.

Uma queixa de ronco alto e excessivo pode ser

uma pista importante, uma vez que é caracteris-

ticamente o primeiro sinal de AOS.

Outros sintomas que sugerem AOS incluem:

• Dif ficulty in concentrating, thinking,

or remembering

• Daytime sleepiness, fatigue, and the need

to take fr equent naps

• Headaches

• Irritability

• Short attention span

de vezes por noite. O perigo real é que as pes-

soas que sofrem de AOS podem não perceber a

condição e apenas perceber que normalmente

acordam sentindo-se sonolentas e cansadas.

Perder o sono é mais do que um simples incon-

veniente. Um sono bom e profundo é essencial

para uma boa saúde e um bom funcionamento

mental e emocional.

Além disso, a AOS está associada a uma redução

nos níveis de oxigénio no sangue que alimenta o

cérebro, o que, obviamente, é um grande prob-

lema de saúde e déficit neuro cognitivo.

Diminuições repetitivas nos níveis de

oxigênio no sangue associadas à AOS

podem eventualmente aumentar:

• Pr essão arterial

• T ensão no sistema cardiovascular

• Risco de ataque car díaco

• Risco de acidente vascular cer ebral

• Risco de declínio neur o-cognitivo

• Diabetes

Fisiopatologia da Apneia

Obstrutiva do Sono

Apneia significa “Ficar sem respiração”. A apneia

obstrutiva do sono é caracterizada como uma

obstrução repetitiva das vias aéreas superiores

durante o sono, como resultado do estreita-

mento das vias respiratórias.

AOS leve é definida como um Índice de Apneia-

Hipopneia (IAH) de 5-15/h e AOS grave como

um IAH > 30/h. A AOS moderad ficaria entre

essas faixas.

A maioria das pessoas com esse distúrbio está

acima do peso e tem maiores depósitos de

tecido adiposo (gorduroso) nas vias respiratórias,

e o tamanho do palato mole e da língua é maior

que a média.

Essas condições diminuem o tamanho das vias

aéreas superiores e diminuem o tônus muscular

das vias aéreas, especialmente ao dormir na

posição supina (de barriga para cima e horizon-

tal).

A gravidade pode puxar o tecido para baixo e

sobre as vias aéreas, diminuindo ainda mais

seu tamanho e impedindo o fluxo de ar para os

pulmões durante a inalação.

Principal Impacto da Apneia

Obstrutiva do Sono

O ronco pode ocorrer quando as vias aéreas

ficam parcialmente obstruídas. Com maior

obstrução tecidual das vias aéreas, pode haver

oclusão completa. Quer a obstrução seja par-

cial (hipopneia) ou total (apneia), o paciente tem

dificuldade para respirar e é acordado.

Muitas vezes, essas interrupções do sono não

são reconhecidas, mesmo que ocorram centenas

Dormindo em Comando

Num voo diurno em 2008, uma aeronave com-

ercial com três tripulantes e 40 passageiros

passou pelo aeroporto de destino depois que o

capitão e o primeiro oficial adormeceram.

O piloto acordou e voltou para o aeroporto de

destino, onde todos desembarcaram com segu-

rança – mas atrasados.

O National Transportation Safety Board (NTSB)

determinou que os fatores que contribuíram

para o incidente foram a apneia obstrutiva do

sono (AOS) não diagnosticada do capitão e o

débito de sono da tripulação devido a escala

matutina.

Até então, a Doenca Obstrutiva do Sono era

relativamente desconhecida fora da comunidade

médica. Hoje, esta é reconhecida como a prin-

cipal fonte de distúrbios respiratórios do sono

e um dos principais fatores contribuintes para

doenças crônicas.

O NTSB listou a Apneia Obstrutiva do Sono

dentre as doenças “mais visadas” para ações

de melhorias de Segurança nos Transportes em

2015 na América do Norte:

• 10 a 15% das mulher es e 20 – 30% dos

homens tem hipótese diagnóstica de

apenia obstrutiva do sono

• 15% dos homens e 5% das mulher es

tem o diagnóstico confirmado

A Doença Obstrutiva do Sono pode afetar:

• Até 70% dos pacientes que são obesos

mórbidos

• 70% dos pacientes que possuem diabe

tes tipo 2

• 40% dos pacientes que possuem

Hipertensão Arterial

• 30% dos pacientes que possuem dor de

cabeça matinal

• 20% dos pacientes mais idosos

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